top of page

A dor invisível de quem carrega um luto não elaborado


Nem toda perda vem com despedidas. E nem toda despedida vem com tempo ou espaço para viver o luto. Muitas vezes, seguimos a vida como se nada tivesse acontecido — mas algo em nós parou ali, naquele exato momento da perda.

O luto não é apenas sobre a morte de alguém. Também pode ser sobre o fim de um relacionamento, a perda de um sonho, a saída de um filho de casa, a mudança de cidade, ou até mesmo o envelhecimento. Perder dói — mesmo quando essa dor é silenciosa.


Quando o luto não é vivido, ele se transforma

Na Psicanálise, entendemos que o luto é um processo necessário para elaborar aquilo que foi perdido. Quando esse processo é impedido ou negado, ele se transforma: em tristeza constante, em apatia, em insônia, em sintomas físicos ou até mesmo em crises de ansiedade.

É como se o inconsciente dissesse: “algo ficou para trás e ainda precisa ser cuidado”.


Por que é tão difícil elaborar um luto?

Porque muitas vezes somos pressionados a “superar”, a “seguir em frente” rapidamente. O mundo exige produtividade, enquanto a dor pede pausa. Há também lutos que são desautorizados — como a perda de um bebê antes mesmo do nascimento, ou o luto pelo fim de um vínculo que a sociedade não reconhece como legítimo.

Mas toda dor tem o direito de existir.


A análise como espaço de elaboração

Na escuta analítica, há espaço para tudo aquilo que o mundo cala. O processo de análise permite que o sujeito nomeie sua perda, olhe para ela com cuidado e encontre um novo lugar interno para seguir adiante — não esquecendo, mas ressignificando.


Se você sente que algo ainda pesa em você, talvez seja o luto que não teve chance de ser vivido. Você não precisa carregar isso sozinho(a). Vamos conversar?

 
 
 

Comentários


1.png

Psicanalista especializada no cuidado emocional da mulher.

Desenvolvido por Roomfy

Links Rápidos

Telefone/WhatsApp

(11) 99980-3037

Redes Sociais

© 2025 Patrícia Figueira. Todos os direitos reservados.

bottom of page